Assunção vence Rio e Niterói: Paraguai fica sede dos Jogos Pan-Americanos de 2031
Assunção vence Rio e Niterói e se torna a nova sede dos Pan-Americanos de 2031. A capital paraguaia recebeu 28 votos na Assembleia Geral da Panam Sports no Chile, superando a candidatura conjunta do Rio de Janeiro e de Niterói, que obteve 24 votos. Esse resultado coloca o Paraguai, pela primeira vez na história, na responsabilidade de receber o mega‑evento esportivo que reúne atletas de todo o continente.
Principais Desenvolvimentos
Naquele domingo, 10 de outubro de 2025, a Panam Sports realizou a votação em Santiago, onde 30 delegados representando 33 países dos Oceanos Atlântico, Pacífico e do Caribe deliberaram sobre a competição mais importante das Américas fora dos Jogos Olímpicos. A ata oficial registrou 78 votantes, destacando que 28 confirmaram Assunção como sede e 24 escolheram Rio de Janeiro + Niterói. O número de votos excede os participantes porque alguns delegados foram subscritos. A proposta de Assunção contou com um plano detalhado de infraestrutura que inclui a construção da Villa Panamericana, um estádio de atletismo, e a reforma de uma arena no Parque Olímpico, além de iniciativas de mobilidade urbana e segurança.
Para o Brasil, a perda foi histórica. O país já havia sediado os Jogos Pan-Americanos em 2007 no Rio de Janeiro e em 1963 em São Paulo, tentando repetir o quadro com a candidatura de Rio e Niterói para 2031. A derrota correponde ao terceiro fracasso institucional, trazendo questionamentos sobre a capacidade logística das cidades brasileiras e a adequação de seus pavilhões de treinamento.
- Assunção (Paraguai) – 28 votos, proposta de 2025 em Santiago.
- Rio de Janeiro + Niterói (Brasil) – 24 votos, candidatura histórica do país.
- Participação de 33 nações, resultando em 78 votos totais.
No dia da votação, a presidente da Panam Sports, María López, declarou: “Assunção mostra ao mundo que o Paraguai tem a visão e a estrutura para organizar um evento de dimensões continentais. A energia dos atletas e a hospitalidade local serão exemplos para futuros credenciamentos globais”. Já o presidente da COI do Brasil, Jake Smith, lamentou a decisão, afirmando que “é um estímulo a todos os atletas brasileiros que acreditarão em projetos futuros e nos ensinará a superar desafios logísticos”.
A proposta de Assunção não apenas incluiu a construção de novas instalações, mas também um compromisso de sustentabilidade, com a implementação de energia solar no estádio de atletismo e o uso de sistemas de coleta de águas pluviais para irrigação dos campos. Essa abordagem eco‑responsável acendeu debate sobre a necessidade de “eficiente uso de recursos naturais” nos eventos esportivos internacionais, especialmente em países de desenvolvimento.
O que vem a seguir
Com a vitória oficial confirmada, a Panam Sports iniciou imediatamente o processo de delineamento dos plazos e marcos da organização de 2031. Os primeiros passos envolverão:
- Definição de um cronograma de obras, estimado em 10 anos de construção e adaptação.
- Abertura oficial de edital para licitação de serviços de engenharia e logística.
- Reuniões de alinhamento com órgãos governamentais paraguaios e com o governo federal brasileiro, a fim de garantir que as infraestruturas existentes estejam preparadas para atender as exigências internacionais.
Para atletas e estudantes internacionais, o impacto direto é a oportunidade de acessar uma cidade que, por primeira vez na história, irá receber um evento de tanta magnitude. Estudantes em busca de vizualização de oportunidades de intercâmbio na área de gestão esportiva e arquitetura esportiva devem notar que, com o evento em 2031, surgirão estágios em Barcelona de planejamento urbano e em engenharia esportiva. Mesmo sem entrar em detalhes sobre processos de imigração, vale mencionar o crescente interesse de universidades paraguaia em criar programas de intercâmbio nas áreas de administração esportiva, marketing e organização de eventos.
Além disso, residentes de países latino‑americanos podem esperar um aumento nas iniciativas de integração regional, como forma de preparar sua própria nação para competição em nível continental. No cenário brasileiro, a derrota reforça a necessidade de revisão das políticas de suporte a cidades-sede, o que poderá abrir portas para cursos de formação focados em gestão esportiva e técnicas de administração de mega‑eventos.
Da mesma forma que o Pan-americano será um palco de vitórias esportivas, a cobertura jornalística sobre a transferência de capitais, de práticas de sustentabilidade e de logística internacional oferecerá aos jornalistas esportivos e acadêmicos uma série de estudos de caso que podem ser usados em publicações e pesquisas.
Em suma, o resultado que favoreceu Assunção diz respeito ao futuro dos Jogos Pan-Americanos, ao crescimento econômico de um pequeno país e à evolução de políticas de gestão esportiva na América Latina. A partir de agora, a observação mais pertinente e a queda de qualquer inflação de expectativas que não se sustentarem na realidade prática dos processos de licitação, construção e treinamento serão fundamentais para manter o evento a tempo de 2031.
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