Carol Santiago aprova testes intensos antes de Los Angeles 2028 – a maior campeã paralímpica do Brasil se prepara para o próximo ciclo

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Carol Santiago, a maior campeã paralímpica do Brasil, confirmado testes intensivos em preparação para Los Ángeles 2028. Em entrevista à Agência Brasil, a nadadora de 40 anos detalhou estratégias de treinamento e a lógica por trás da redução de provas individuais, enfatizando a importância de ajustes finos antes dos Jogos de 2028.

Principais Desenvolvimentos

Carol Santiago, que conquistou seis ouros em Tokyo 2021 e Paris 2024, confirmou que a temporada 2026 será decisiva para o acúmulo de velocidade e resistência que o ciclo Los Ángeles 2028 exigirá. “No nosso planejamento, 2026 será fundamental para construir a base de velocidade e resistência,” afirmou a atleta. “Testamos bastante coisa, buscando o que já sabe que funciona.”

Ao reduzir o programa individual de seis para três provas – 50 m livre, 100 m livre e 100 m costas – a atleta busca otimizar a carga de treinamento e concentrar esforços nos eventos que já garantiram tesouros em Paris. A decisão tem raízes em dados de desempenho: em 2024 Carol ganhou ouro em 50 m livre e 100 m costas, e bronze em 100 m livre; em 2025, no Mundial de Singapura, repete os ouros de 100 m costas e conquista prata em 100 m livre.

“O Mundial de Singapura foi o nosso maior teste de ritmo e recuperação que aproximou o atletismo da realidade Paralímpica,” explicou Leonardo Tomazello, treinador da pernambucana. “A redução do conjunto de provas nos deu foco para melhorar tempos, reduzir erros de técnica e elevar a confiança nas águas dos 100 m costas, que é a prova mais exigente do seu perfil.”

Além dos preparativos no tatame, Carol se compromete a participar de cada etapa da World Series e dos Jogos Parasul‑Americanos na Colômbia, planejando usar essas competições como “laboratórios” de prova para ajustes de ritmo. “O Mundial é o evento mais próximo a uma Paralímpica, então cada colocação lá reflete o quão bem estamos na estrada,” ressalta a atleta. A World Series oferece séries curtas de 100 m, oferecendo variações de estímulo que servem para testar capacidades aeróbicas e anaeróbicas.

O objetivo de 2026 não é apenas competir, mas testar programas de fisiologia e nutrição personalizados. Carol pretende usar análises de dados de consumo de energia em cada prova para calibrar sua dieta. “Queremos garantir que quando chegar Los Ángeles, o corpo esteja em uma zona onde a energia seja maximizada e a fadiga mínima.”

O Contexto Paralímpico Brasileiro

A trajetória de Carol Santiago reflete o fortalecimento de um ecossistema paralímpico que tem crescido desde a estreia da atleta em 2018. A síndrome de Morning Glory, que altera a retina e a coloca na classe S12, demonstra que atletas com deficiência visual de grau intermediário podem alcançar patamares internacionais.

Em 2024, Carol marcou quatro medalhas, cinco delas de ouro, entre 50 m livre, 100 m livre, 100 m costas e 100 m peito (prata). Sua conquista em Paris a tornou a segunda mulher com mais pódios nas Paralimpíadas, somente atrás de Ádria dos Santos (três pódios a menos). Em 2025, no Mundial de Singapura, a atleta duplicou o sucesso, conquistando nove (4 ouros, 3 pratas e 1 bronze). Esses números colocam Carol no topo das estatísticas de medalhas paralímpicas brasileiras.

Como parte da estratégia de longo prazo, a Federação Brasileira de Natação (CBN) adotou a “estratégia de foco” – reduzir provas individuais para maximizar desempenho em eventos de pico. Maria Carolina Santiago (muito conhecida pelo apelido “Carol”) destaca que esse modelo tem efeito multiplicador, permitindo melhor recuperação entre os eventos e maior tempo de prática de largada e virada.

O que vem a seguir: Planejamento para Los Ángeles 2028

A preparação para Los Ángeles envolve não apenas o treinamento físico, mas também a adaptação de logística internacional. Carol já trabalha com a equipe de logística da CBN para garantir a obtenção de vistos de entrada no país anfitrião tão cedo quanto possível. “A viagem para Estados Unidos exige procedimentos de visto, pois a entrada de atletas com deficiência visual envolve documentação específica de saúde e adaptação de equipamentos esportivos,” indica um representante da CBN.

Em paralelo, Carol e seu time analisam pacotes de treinamento avançado de fisiologia, que incluem simulações de calor e altitude para combater o risco de aclimatação em Los Álamos. “Os eventos de Los Angeles podem ser marcados por temperatura mais alta e um nível de estresse fisiológico maior, portanto nossas sessões de simulação devem representar essas variáveis,” afirma Tomazello.

No curto prazo, a atleta realizará:

  • Coletar dados de desempenho em cada prova da World Series, usando medições de VO₂ máximo e capacidade anaeróbica.
  • Testar regimes de alimentação que maximizem a glicemia durante os 50 m e 100 m.
  • Desenvolver um protocolo de recuperação ativa que utilize técnicas de fisioterapia, massagens e gelo.

Além do aspecto fisiológico, Carol está desenvolvendo parcerias com atletas da mesma classe de deficiência visual para partilhar estratégias de superação de limitações em competição. A interação entre atletas pode gerar insights de técnica e mentalidade.

Os próximos passos para a comunidade paralímpica incluem a análise de dados produzidos por Carol durante a temporada de 2026. Esses dados alimentam pesquisas sobre o desempenho de atletas com deficiência visual no contexto internacional, contribuindo para políticas de inclusão esportiva no Brasil.

Conclusão

A jornada de Carol Santiago mostra que, com foco estratégico e uso inteligente de dados, atletas paralímpicos podem alcançar níveis de excelência exigidos por grandes eventos como Los Ángeles 2028. A sua abordagem de reduzir provas individuais, usar a World Series como laboratório e planejar logística internacional pode servir como modelo para outras atletas que buscam resultados consistentes diante de desafios paralímpicos globais.

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