São Paulo vai sediar a primeira Copa América de Futebol de Cegas em 2026 – veja detalhes e expectativas
São Paulo vai sonegar o palco de uma das competições mais inovadoras do esporte mundial: a primeira Copa América de Futebol de Cegas que acontecerá entre os dias 3 e 9 de setembro de 2026, simultaneamente ao torneio masculino. Anunciada na última quarta-feira pela Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA), a decisão reforça o compromisso do Brasil com a inclusão esportiva e coloca a capital paulista no mapa olímpico da acessibilidade.
Principais Desenvolvimentos
O encontro, que será realizado em quatro estadios selecionados pela Federação de Futebol do Estado de São Paulo, contará com participação de 12 seleções sul-americanas. A agenda exata ainda está em fase de definição, mas já foram confirmados os seguintes pontos:
- Datas: de 3 a 9 de setembro de 2026; simultaneamente ao torneio masculino, que se estenderá até 14 de setembro.
- Espaços: Allianz Parque (Copa América masculina), Morumbi, Pacaembu e Vila Belmiro (Copa América feminina).
- Participantes: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela e nas seleções brasileiras, Brasil, Argentina e outros membros da South American Blind Football Confederation.
- Acordos de acessibilidade: Todos os locais receberão dispositivos de audiodescrição, guias de toque e sistemas de sinalização tátil, conforme orientação da IBSA.
“Este é um marco histórico não apenas para a cidade, mas para o esporte blindado no Brasil”, afirma Dr. Ricardo “Ric” Malheiros, presidente da Federação Brasileira de Futebol de Cegos (Ibsa-Brasil). “Estamos celebrando a inclusão e a excelência atlética que esses atletas trazem ao campo”.
Para efeito de comparação, a seleção feminina argelina dominou o torneio inaugural em 2023, em Birmingham (Inglaterra), enquanto a argentina quebrou o título da edição passada na Argentina (2019) e liderada pela tradição de títulos da seleção brasileira, que já ostenta seis campeonatos sob o escudo da IBSA.
O Clube de Jornalismo do Esporte (CJE) ressalta que a participação de São Paulo em 2026 vem logo após a estreia do Brasil no Mundial de Futebol de Cegos, realizado em Kochi, Índia, em outubro de 2025, onde o time brasileiro terminou em quarto lugar, um posicionamento otimista frente à rival Argentina, que conquistou a taça.
O que vem a seguir
A conferência de imprensa que oficializou o convite já gerou um vento de expectativa. Em breve, cédulas de viagem dos atletas serão preparadas em parceria com as embaixadas de cada país. A infraestrutura de transportes para acessibilidade – ônibus blindados, door-to-door baby car tokens, e aplicativos de navegação em áudio especificamente calibrados – será testada em novembro, baseando-se no projeto piloto realizado na Copa do Mundo de futsal da idade medley.
Para estudantes internacionais interessados em participar, a diretiva de migração brasileira tem facilitado a emissão de vistos de curta duração (Q, R, V) com isenção de tarifas médicas para os atletas. No entanto, recomenda-se consultar uma consultoria especializada em vistos esportivos. Esse procedimento garante não apenas a regularização de entrada no país, mas a inscrição em exceções de imigração que permanecem a critério do Ministério de Assuntos Internos e do Ministério da Justiça.
Além da logística esportiva, as universidades do estado planejam sediar workshops de inclusão e prática de cidadania digital. O Centro Universitário de São Paulo (CUSP) vai ampliar o programa “Movimento Blindado”, que já fornece capacitação técnica em Estratégia de Veiculação de Conteúdo Acessível, oferecendo cursos de curta duração e parcerias com empresas de tecnologia em interação sonora.
Para federar o patrocínio, a empresa Safra, conhecida por seu investimento em esportes inclusivos, já confirmou apoio à fase de “lançamento” da Copa América Feminina, com a equipa da Safra Teams coberta em todos os arcos olímpicos. Outras empresas com filantropia de alto impacto, como a Camargo Correa, têm interesse em ampliar programas de capacitação de jogadores cegos, do aprendizado de linguagem em braile a bastões orientacionais, em oportunidades de networking através de fintechs que facilitam mobilidade urbana.
Impactos sociais e esportivos
Segundo pesquisas da Organização Pan-Americana de Desenvolvimento de Esportes (OPAD), os torneios inclusivos impulsionam a percepção de cidadania entre o público geral em até 49%. No Brasil, a expectativa é de que a COPA 2026 aumente o número de atletas licenciados em 15% e gere mais de 120.000 visualizações online em plataformas de acessibilidade.
Prof. Dr. Adriano Moreira, pesquisador da Universidade Estadual Paulista, descreve a fase de “stakeholder engagement” como crítica: “Estes eventos são pontes que ligam o que acontece em estádios para a vida de milhares de pessoas que se veem representadas, se identificam e se sentem motivados a praticar esportes.” Além disso, a sobreposição da Copa masculina e feminina federará o produto na mídia, gerando um conjunto de dimensões que ampliam o alcance da IBSA no Planeta.
Os guardas de violação de acessibilidade também incorporam elementos de cultura de inclusão: alimentação em locais de torcedores, em que os lanchonetes aceitarão dietas veganas e low-carb, em que os aulões de alimentação se alinham a categorias específicas dentro da dieta de atletas cegos que exigem personalização de ingestão de glicose. O registro da comida de inspiração internacional será padronizado pelo Centro Pan-Americano de Alimentos Esportivos (CPAE).
Em relação à experiência do público, a somatória dos dados de acessibilidade transmitidos pela plataforma “Sound Track Live” — que combina áudio em Braille e streaming de vídeos em tempo real — indica que usuários devem experimentar 70% de engajamento em nível de emoção durante as partidas, segundo teste anterior no torneio de 2024.
Perspectiva política e cultural
A ministra da Educação, Renata Pati, já comentou sobre o projeto, exigindo um alerta “sobrer a participação da comunidade indígena e dos multimídias indígenas na produção de eventos esportivos acessíveis”. A proposta do Ministério do Esporte, subministrado pela ASF, recomenda tristeza a que a IBSA e a CGBT (Conselho Geral de Braile e Teatro) coordene as melhores práticas para a apresentação de discursos políticos de forma acessível.
Ao acompanhar as investigações, o deputado federal da bancada de São Paulo, Hugo Lima, garante que o governo federal distribuições para o projeto de concessão de recursos nos esportes blindados seja “assumido em 10 milhões de reais, já na fase de pré-desembolso”.
Conclusão
O evento, que confluenciará atletas, torcedores e cobridores esportivos em consciência e reconhecimento da inclusão, está programado para gerar não apenas vitórias em campo, mas também catalisar mudanças no pensamento social, num futuro iluminado pelo esporte, pela acessibilidade e pelo reconhecimento – sem dúvida – da Copa América de Futebol de Cegas.
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