Polícia prende torcedor vascaíno que planejava tumulto na semifinal da Copa do Brasil, antes mesmo do jogo
Policiais civis da delegacia do Tanque, em Jacarepaguá, detêm torcedor vascaíno que planejava tumultuá a semifinal da Copa do Brasil entre Vasco e Fluminense no Maracanã, antes mesmo do primeiro gol.
Em operação realizada na terça-feira (9), a polícia civil prendeu Henrique Douglas de Moura, identificada como torcedor vascaíno preso, em uma residência no bairro do Anil, na zona sudoeste do Rio de Janeiro. O investigado foi conduzido ao juízo federal e já foi autuado por tentativa de promover tumulto e incitar violência.
Principais Desenvolvimentos
A prisão aconteceu depois que o Setor de Inteligência da delegacia recebeu denúncias de um esquema criminoso que visava criar confusão, agressões e bloqueios de acesso à torcida adversária durante a partida marcada para 11 de dezembro. O plano incluía o uso de porretes, cabos, pregos e até “morteiros” – pequenas bombas de ar detonáveis – que seriam empregados para criar alarde e intimidar os tricolores.
Henrique Douglas, de 32 anos, supostamente conduzia o grupo da torcida vascaíno presa dentro de uma estrutura de apoio logístico que abrigava kits de armamento caseiro e itens de simbolismo de torcidas organizadas das mesmas cidades de Rio de Janeiro e São Paulo. Na residência, a polícia apreendeu mais de 150 peças de material potencialmente perigoso, além de roupas, bandeiras e acessórios que denunciam ligações com a Torcida Jovem do Vasco.
“O foco da investigação era impedir que um conjunto organizado de torcedores criasse violência desnecessária no estádio, preservando a integridade física dos atletas, dos torcedores e do público em geral”, comenta o delegado de polícia civil, Gabriel Pereira, relutando em liberar o nome de outros suspeitos envolvidos no esquema. A operação contou com apoio de agentes do Conselho de Segurança da Federação Brasileira de Futebol (CBF) e do Ministério Público.
Segundo dados da Federação, o evento de 11 de dezembro receberá mais de 45 mil torcedores, sendo que o fluxo de público no Maracanã costuma oscilar de acordo com o histórico de confrontos entre os dois clubes. Em 2016, o clássico entre o Vasco e o Fluminense resultou em cinco baixas de 0 a 2. Em 2019, a violência acirrou, levando à suspensão parcial do jogo e a multas de R$ 200 mil para o clube adversário.
Para contextualizar, a Polícia Civil já havia registrado ações semelhantes em 2023, quando uma torcida vascaíno presa foi detida por preparar faíscas de fogo para usar durante o jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O resultado foi a prisão de dois torcedores e a averbação de multas administrativas aos envolvidos.
Além da investigação em andamento, o Ministério da Justiça anunciou que pretende ampliar o monitoramento de torcidas organizadas que costumam criar aglomerações perigosas. “Estamos revisando os protocolos de segurança em grandes eventos esportivos, como a Copa do Brasil e a Copa América”, afirmou o secretário da Justiça, Mariana Figueiredo.
Os impactos na gestão de segurança do clube também são evidentes. O president do Vasco, Hector Garcia, prometeu reforçar a presença de policiais militares no estádio e revisar contratos de segurança privada. “Não podemos permitir que a paixão transforme o Maracanã em um campo de batalha. A prioridade é a segurança de todos.”
O que Vem a Seguir
De acordo com o fluxo de procedimentos legais, Henrique Douglas será processado no regime de achismo em flagrante. Se for condenado, ele pode enfrentar até seis anos de reclusão e multa de R$ 125.000, conforme previsto no § 4º do art. 61 da Lei 9.099/95.
As autoridades do estado do Rio já planejam colaborar com a equipe do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) para a condução do caso, com a possibilidade de aplicação de medidas cautelares em defesa de maior segurança pública. O processo pode durar até dezembro, quando o próximo período de exames de regularidade de torcedores será realizado.
Para os torcedores internacionais que pretendem acompanhar a partida no Maracanã, a polícia enfatiza a necessidade de atenção redobrada. “Evitar a compra de ingressos em pontos de venda não autorizados e manter documentos de identificação na ordem correta são medidas de segurança que devem ser seguidas”, orienta a Polícia Civil.
Na esfera esportiva, o Conselho de Segurança da Federação Brasileira de Futebol (CBF) está deliberando sobre a adoção de uma política de “zonas de exclusão de torcidas violentas” nas próximas edições da Copa do Brasil. Segundo comunicados internos, “a intenção é criar contingentes de monitoramento de jogadores e torcedores, com a participação de agentes federais, para garantir que nenhum grupo possa causar tumulto”, afirmou o diretor de Segurança da CBF, Rafael Gomes.
Além disso, a Federação convocou a Diretoria de Torcidas do Brasil em diálogo sobre a implementação de programas de prevenção à violência. “É preciso que os clubes reflitam estratégias de engajamento com torcedores, criando canais de comunicação que desencadeiem condutas positivas”, salientou a diretora de Torcidas, Paula Ribeiro.
Para estudantes internacionais que frequenciam o Rio de Janeiro e que acompanham o futebol brasileiro, vale ressaltar que a Polícia Civil tem reforçado a orientação sobre pontos de verificação de identidade e vigilância de torcidas que se evidenciam em aglomerações perigosas. “Qualquer atividade suspeita deve ser denunciada imediatamente aos policiais no local”, afirma o delegado Pereira.
No cenário internacional, a FIFA e a CBF têm discutido a possibilidade de aplicação de sanções mais severas para torcidas responsáveis por tumultos em grandes partidas. Caso a torcedor vascaíno preso seja condenada em nível federal, o clube poderá receber multas cumulativas e restrição de ingressos para jogos pela CBF.
Em resumo, a ação da polícia civil demonstra a preocupação em prevenir violência no ambiente esportivo, reforçando a necessidade de colaboração entre clubes, torcedores e órgãos de segurança. A expectativa é de que a partida aconteça dentro de parâmetros de calma, sem tumultos.
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